Joaquín Cortés repete “Mi Soledad” no Campo Pequeno: flamenco "impuro" faz vibrar lisboetas
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Desta vez no Campo Pequeno, lugar muito associado à festa brava, Joaquín Cortés apresentou, pela segunda vez em Portugal, o espectáculo “Mi Soledad”. Uma espécie de “gitaneria” pós-moderna com algum sabor a plástico e todo recheado de sedução. 
Desde a sua estreia em Portugal, no ano 2000 no Centro Cultural de Belém, que Cortés tem vindo repetidamente ao nosso País, onde, segundo parece, dança mais que na sua nativa Espanha.
O público, que esgotou todos os lugares postos à venda, delira com um flamenco de “fusão” em que o narcisismo impera, vibrando com toda e qualquer sequência em que Cortés exibe o seu virtuosismo. Longe do espírito de um “tablao”, os espectadores recebem o espectáculo como se estivessem em presença de difíceis números de circo ou de perigosas “faenas”, gritando, batendo palmas e assobiando repetidamente.

 
 
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