In Memoriam — 28 Setembro 2012
RUBEN ECHEVERRÍA, MESTRE DE BAILADO CONVIDADO DO EXTINTO BALLET GULBENKIAN (1939–2012)

O internacionalmente reconhecido mestre de bailado Ruben Echeverría faleceu em sua casa, em Caracas, Venezuela no passado mês de Julho. “Era um artista fantástico e um grande ‘coach’ ” referiu Ricardo Bustamante, professor e assistente da direcção do San Francisco Ballet.

Nascido em Montevidéu, Uruguai, Echeverría começou por ter aulas na escola de Teatro Colón, em Buenos Aires, em 1956. Na década de 60, deixou a América do Sul para estudar na escola de Ballet Bolchoi com Asaf Messerer, bem como na Academia Vaganova, sob a orientação de Alexander Pushkin. Em 1964, teve o primeiro contrato como bailarino profissional com a Ópera Estatal de Hamburgo. Até 1972, dançou em Colónia, Berlim, Munique e na Ópera de Monte Carlo, entre outras. Durante esse período trabalhou com grandes coreógrafos como Balanchine, MacMillan e Robbins.
No início dos anos 70 foi mestre de bailado nas óperas de Karlsruhe e Nuremberga. A pedido de Jerome Robbins, terminou a sua carreira de intérprete no papel de Bernardo em West Side Story, numa versão em língua alemã.
Em 1976, Echeverría mudou-se para Londres tendo ensinado no Royal Ballet e no London’s Festival Ballet (agora Ballet Nacional Inglês), onde deu aulas privadas a Natália Makarova enquanto ela ensaiava “Onegin” de J. Cranko. A partir de 1978 Ruben Echeverría  foio professor convidado ou coreógrafo em algumas companhia designadamente o Australian Ballet, The Royal Ballet e o Rambert Ballet, assim como em Portugal (no extinto Ballet Gulbenkian), França, Itália, Noruega, Brasil e Venezuela.
Em 1991-1993, foi contratado como mestre de bailado e professor pelo American Ballet Theatre, sob a direção de Jane Hermann. Ricardo Bustamante conheceu Echeverría em Milão, quando foi ‘artista convidado’ no La Scala ao lado de Alessandra Ferri.
“Dedes que ele começou a ensaiar-me,” recorda Bustamante, “eu confiei no seu gosto”. Mais tarde, Bustamante convidou Echeverría para duas companhias que ele prórpio dirigiu: o Ballet do Teatro Colón em Buenos Aires, em 1998-99, e o Ballet de Santiago no Chile, de 2000 a 2003. “Ele sabia como tornar os bailarinos mais fortes e era um grande professor para pares. Ele era também muito bom a fazer sobressair a expressividade nos artistas. Além de que sempre fazia toda a gente rir e era um amigo maravilhoso”

 

 

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Antonio Laginha

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