Fora — 15 Janeiro 2010

Revestiu-se de particular emoção a estreia chilena – no início de 2010 – da última peça de Pina Bausch “Como el Musguito en la Piedra…”, no âmbito do Festival “Santiago a Mil”.
O bailado deslocou-se ao Chile, como parte das comemorações do bicentenário da sua independência, pela mão do Tantztheater de Wuppertal.
Na altura da morte da coreógrafa – em Junho passado – a obra já estava terminada e, como era hábito com todos os seus “stucks”, mereceu a primeira apresentação em Wuppertal.
Produto de um residência em Santiago (cidade onde a desaparecida coreógrafa conheceu o poeta e docente de estética e literatura na Universidade do Chile, Ronald Kay, seu segundo marido e pai do seu único filho Rolf Salomó) o bailado tem por base músicas muito familiares na América Latina. Aliás, o próprio título foi retirado da bela canção de Violeta Parra, “Volver a los 17”. Peças de Víctor Jarra, Chico Trujillo, Mecánica Popular e Maurício Vivencio também fazem parte da notável selecção musical da autoria de Pina.
À chegada a Santiago, Dominique Mercy afirmou “Ela está sempre presente e sempre ausente. É difícil explicar o que todos sentimos ao regressar ao Chile sem ela”.
Depois deste país a obra seguiu para os Estados Unidos (Nova Iorque) e França (Paris), locais óbvios de apresentação da companhia, que agora integra 21 elementos e é dirigida pelo francês Dominique Mercy – amigo de Pina e integrante do Wuppertaler Tantztheater desde o início – e Robert Sturm.
 

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Antonio Laginha

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