Ler — 22 Outubro 2009

"Isadora Duncan", com fotos de esculturas Art Déco de Chiparus, Colinet, Preiss e outros, revela-se uma obra curiosa, de grandes dimensões, capa negra e folhas azuis, assinada por Alberto Savinio (um texto sobre Duncan) e por Umberto di Cistina (a introdução sobre as estatuetas criselefantinas), editado em 1979, simultaneamente em Paris e Milão, por Franco Maria Ricci.
Esta “estatuária” minúscula, muito em moda nos anos 20, faz hoje parte de museus e colecções particulares e é testemunha de uma época riquíssima em artefactos decorativos de inspiração teatral.

Entre a muita literatura “duncaniana”, este livro escrito em francês não acrescenta muito ao tudo que já foi escrito relativamente à vida e ao legado de Isadora.
Apesar de só duas das 50 belas estatuetas (que se reproduzem em fotos de superior qualidade) serem da grande artista, todas as outras evocam uma época em que a dança, dita “livre”, começou a tomar consciência do seu lugar na América e depois na Europa.
E, atrás desse conceito artístico que se estendeu aos cabarés e ao teatro musical, surgiu um movimento decorativo que apostou num exotismo e luxo, a nível de materiais, difíceis de igualar.
Como curiosidade, refira-se que no final do livro aparece uma cronologia da vida de Isadora cujo objectivo é contextualizar um período que se estende entre os anos de 1878 e 1927.
A obra foi impressa em papel nanufacturado e especialmente fabricado no moinho de Pietro Miliani, em Fabriano, numa edição limitada de 3000 exemplares.

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Antonio Laginha

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