Ler — 07 Abril 2008

Propriedade (não) privada
Lançada em Viana do Castelo – terra natal da coreógrafa – e um mês depois em Lisboa, a biografia de Olga Roriz assinada por Mónica Guerreiro, é um objecto grave e pesado em que salta à vista a belíssima qualidade de todos os registos fotográficos.
Para quem tem acompanhado o percurso da bailarina e coreógrafa do extinto Ballet Gulbenkian sabe, perfeitamente, que, ao longo de uma ininterrupta carreira de três décadas, sempre demonstrou um enorme cuidado no visual de todas as suas produções. Ela própria já fez algumas exposições fotográficas e até cinema e colabora, frequentemente, na cenografia e figurinos das suas peças, por isso não é de estranhar que tenha fornecido material pictórico e documental de elevada qualidade. E Mónica Guerreiro soube tirar partido e organizar com competência os dados que tinha disponíveis.
O livro aparece organizado em oito capítulos, por ordem cronológica, com o título de outras tantas peças marcantes na carreira de Roriz. Para além de dados factuais e de muitas fotografias, Mónica Guerreiro socorreu-se, exaustivamente de artigos saídos na imprensa e de, nada menos que, 50 opiniões (de circunstância) recolhidas entre amigos e conhecidos da coreógrafa.
Em resumo, trata-se de um valioso repositório de informações – em que se incluem alguns dados de características mais pessoais – que contam a original história de uma jovem que nasceu para dançar e criar que, como coreógrafa atravessa trinta anos da História da Dança Portuguesa.
Com a chancela da Assírio & Alvim – que publicou o ano passado a obra "Corpo de Cordas" 10 anos da Companhia de Paulo Ribeiro – a obra tem um preço de capa de 60 Euros.

 

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Antonio Laginha

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