Fora — 20 Outubro 2010

“Danse classique, danse contemporaine sont des étiquettes destinées à clarifier la connaissance et l’appréhension des phénomènes mais qui dit étiquette sous-entend également limite et enfermement. Et je suis partisan d’une vision transversale des choses: que ce soit pour les disciplines ou pour les techniques. ”
Frédéric Flamand
De nacionalidade belga (Bruxelas, 1946) Frédéric Flamand criou em 1973 o grupo Plan K, em que desenvolveu “criações pluridisciplinares", juntando artes plásticas, vídeo e, sobretudo, instalações de cariz arquitectónico, à dança.
Formado em Arquitectura, criou em 1979, numa antiga refinaria de açúcar, um centro interdisciplinar de artes por onde passaram artistas tão brilhantes como Bob Wilson, William Burroughs, Philippe Decouflé, Marie Chouinard, Joy Division e os Eurythmics, entre outros.
Entre 1989 e 1994, com o italiano Fabrizio Plessis, Flamand desenvolveu uma trilogia que “interrogava o artesanato e as técnicas”. Em 1991 foi convidado para a direcção do Ballet da Valónia (Bélgica).
Posteriormente seria o autor de “Corps et Machines” (1994), “Vitesse et Mémoire” (1996) e “Gender” (1998). A partir de 1996 começa a colaborar activamente com vários arquitectos, nomeadamente com Zaha Hadid, Thom Mayne e Jean Nouvel. Em Abril de 2004 é contratado como professor na Universidade de Arquitectura de Veneza, explorando de uma maneira ainda mais intensa e concreta a ligação entre o movimento corporal e factores externos de cariz moderno.
Aos 64 anos, aquele que já era director do Ballet Nacional de Marselha e da respectiva escola, desde 2004, foi nomeado director do Festival de Dança de Cannes, que terá lugar no final de 2011, no conhecido Palácio dos Festivais e noutros teatros de famosa estância balnear francesa.
As próximas edições, em 2011 e 2013, terão uma temática comum: As Novas Mitologias.

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Antonio Laginha

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