Fora — 18 Agosto 2008

Nos últimos 25 anos foram 13 as edições da Bienal de Dança de Lyon.
Dentro de um contexto temático e com um especial caráceter festivo, a Bienal tem vindo a “contar soberbas histórias ao público que descobre, se apaixona e participa”.
Criada sobre as cinzas do Festival Lyon Fouvière (no belíssímo teatro romano no topo da Velha Lyon) ela reflecte a visão utópica do seu criador.
Em 84 o tema proposto foram “As Grandes Correntes que deram origem da Dança Moderna no Mundo”, apresentando 14 companhias a quase 40.000 espectadores.
Em 86, seguiu-se “A Dança Expressionista”, em 88 “Dança França!”, em 90 “Uma História Americana”, em 92 “Paixão de Espanha”, em 94 “Mama África, de África ao Harlem”, em 96 “Aguarela do Brasil”, em 98 “Mediterrânea”, em 2000 “A Rota as Seda”, em 2002 “Terra Latina”, em 2004 “Europa Dança” e, há dois anos, “Dançar a Cidade”, que reuniu 40 companhias e envolveu 86.671 espectadores.
Em 96, inpirado no espectáculo do sambódromo do Carnaval do rio, desfilam nas ruas de Lyon mais de dois milhares de artistas profissionais e amadores para um público de cerca de 200.000 pessoas. Já em 2006 o evento conhecido, simplesmente, como Desfile contou com, nada menos que, 320.000 espectadores. Este ano, no dia 14 de Setembro – a partir das 15h00 – participam na grande parada, 16 grupos que reunem 4.500 amadores (dos 10 aos 80 anos) e 250 profissionais.
Este ano, a Bienal coloca a questão do “pasado e do futuro”, no reportório, na transmissão e na criação, e 45 companhias esperam um número record de 85.000 espectadores.
Mas nem só de espectáculos de dança e do Desfile vive a Bienal. Concertos de música – abertura com a Orquestra Nacional de Lyon e encerramento com um concerto de Mariza, ambos no Auditorium de Lyon -, “carta branca” aos alunos de música e dança do Conservatório Nacional Superior de Lyon, apresentações de companhias emergentes, noites de “Cine-Dança”, cursos e oficinas para profissionais e amadores, exposições, debates, bailes, etc.
É de notar que a organização recebe subsídios da Grande Lyon, da Região do Ródano-Alpes, do Ministério da Cultura francês, do Conselho Geral do Ródano, da Culturesfrance e da Aderly, para além de mecenas privados. Para um orçamento total de 6.826.000 €, a Bienal angaria em receitas, este ano, cerca de 1.858.000 €.
Para o programa completo e outras informações consultar
www.biennale-de-lyon.org

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Antonio Laginha

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