Opinião — 14 Novembro 2013
A CULTURA EM FRANÇA GERA MAIS DINHEIRO QUE A INDÚSTRIA AUTOMÓVEL E PORTUGAL ESTÁ NA LIDERANÇA DO DESINTERESSE PELA CULTURA.
foto de NIR-ARIELI
Música, teatro, cine, libros, televisión, radio, prensa, artes y videojuegos mueven en Francia más dinero que la industria del automóvil y el lujo, según un estudio publicado recientemente e fuentes de la AFP.

Fuente: AFP

Las industrias culturales y creativas (ICC) generan un volumen directo de negocio en Francia el cual asciende a €61.400 millones,  frente a los 60.400 millones que genera el sector automovilístico y los 52.500 en el caso del lujo, según el estudio realizado por el gabinete EY (ex-Ernst&Young) que se basa en datos de 2001. ( Desde IndustriaMusical.es esperamos tener más datos para poder valorar la repercusión de este informe, ya que datos 2001 no son representativos para todos los cambios que han sufrido las industria creativas en los últimos 10 años).

Las ICC dan empleo a 1,2 millones de personas, un 5% del empleo total, tanto “empleos cualificados como no cualificados, que atraen sobre todo a los jóvenes”. Si se suman las actividades indirectas (20% del conjunto), generan un volumen de negocio total de 74.600 millones de euros.

El informe “Panorama económico de las industrias culturales y creativas” (ICC), primero de este tipo, ha sido realizado por iniciativa de ‘France créative’ (‘Francia creativa’)”, una nueva plataforma que agrupa a los actores de las industrias culturales y creativas (Adami, Snep y Sacem de la música, Procirep en el cine y la televisión, Fesac en espectáculo, etc).

Dicha plataforma pretende promover un discurso positivo sobre la cultura para el gran público y los responsables de las tomas de decisiones, pero también para hacer frente a los gigantes digitales (Google, Apple, Facebook, Amazon, etc.).

El estudio, apoyado por ocho antiguos ministros de Cultura y la actual, Aurélie Filippetti, será presentado próximamente en el palacio presidencial del Elíseo y en Matignon, la sede del primer ministro.

Un francés pasa de media 9 horas diarias, incluidos los fines de semana, a ver televisión, escuchar música, ir a espectáculos, jugar a videojuegos o leyendo, según EY. En 2011, los gastos en cultura y ocio representaban el 8,4% de los gastos totales en consumo de los hogares y el 4% del PIB, lo que sitúa a Francia en la segunda posición de los países del G8 por detrás de Estados Unidos.

La televisión mueve 14.900 millones de euros y 176.467 empleos, la música 8.600 millones y 240.874 empleos, los espectáculos (teatro, danza, ópera y conciertos) 8.400 millones y 267.713 empleos, mientras que los videojuegos generan 5.000 millones y 23.635 empleos y el cine 4.400 millones y 105.890 empleos.

El estudio muestra que pese a la crisis, la tasa de empleo en Europa en el sector de las ICC ha crecido 3,5% de media por año entre 2000 y 2007.

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A Europa está a desinteressar-se pela cultura e Portugal está na liderança desse nefasto fenómeno

O nível de envolvimento dos portugueses nas actividades culturais caiu em todas as vertentes analisadas pelo Eurobarómetro sobre Cultura. Seja ler um livro, assistir a um concerto ou ir ao cinema. Portugal está em todas elas abaixo da média europeia. Só uns 5% dos portugueses têm um elevado grau de envolvimento na cultura.

Os portugueses estão entre os cidadãos da Europa com menor envolvimento nas actividades culturais. Mais de metade dos cidadãos nacionais tem, na verdade, uma reduzida participação na vida cultural.

No que diz respeito à leitura de livros, por exemplo, 68% dos cidadãos europeus leram, pelo menos, um livro nos doze meses anteriores à sondagem. A percentagem portuguesa é de 40%. Neste campo, Portugal está em destaque porque praticamente metade dos entrevistados (49%) admitiu que não leu por “falta de interesse”. É a percentagem mais elevada em todos os países da União Europeia.

Segundo um estudo da Comissão Europeia (CE), que envolveu cerca de 26 mil cidadãos europeus, mais de metade da população (59%) tem um nível de participação em bens culturais muito baixo, 39% tem um nível médio e 5% um nível alto ou muito alto.

Ver um programa de  televisão ou ouvir rádio continua a ser a atividade favorita dos portugueses que se deleitam com “reality shows” e jogos de futebol.

O índice de prática cultural de Portugal, medido por um eurobarómetro (divulgado em 4 de Novembro de 2013) mostrou que só 5% dos portugueses ouvidos admite ter um elevado nível de envolvimento em todos os tipos de práticas, desde leituras de livros até idas a concertos. Acima destes, há ainda 1% que admite ter uma “muito elevada” participação. Este conjunto de 5% dos cidadãos com elevada participação na vida cultural é uma das mais baixas percentagens da União Europeia, a par do Chipre e apenas abaixo dos 5% reportados pela Grécia.  A média comunitária é de 18%, sendo que do lado mais cultural encontra-se a Suécia (com 43%).

foto-NIR-ARIELI-  israelitaOs resultados do inquérito com base em entrevistas feitas em Maio de 2013 (1.015 portugueses e 26.563 no total europeu), vem actualizar os anteriores dados, referentes a 2007. Portugal perdeu terreno em todas as práticas culturais face aos resultados verificadoas seis anos antes, seja na leitura de livros, na ida a concertos ou na visita a museus. Em todos eles, o nível de envolvimento nas práticas culturais dos portugueses é muito inferior à média europeia.

Questionados sobre o seu interesse na Cultura nos últimos 12 meses, 61% dos inquiridos responderem positivamente, um valor abaixo da média europeia, que se situa nos 72%. Apenas 29% dos portugueses foram ao cinema, contra 52% da média europeia, 27% visitaram um monumento histórico (média da Europa é de 52%), a visita a museus ou galerias de arte ficou-se pelos 17% (37% na Europa), e apenas 15% visitaram uma biblioteca pública (a média europeia é de 31%). Mas os números são ainda mais preocupantes no que respeita a leitura de um livro (40%), na ida a um concerto (19%), ao teatro (13%) ou a um espetáculo de dança ou ópera (8%). Nestes campos, Portugal – como, aliás, seria de esperar – regista os piores resultados entre os 27 países em que o estudo se realizou.

Em sentido contrário, a Suécia tem os melhores índices, vencendo em todos os itens, à exceção da ida ao cinema, onde é a Dinamarca que sai vencedora.

Quanto às razões que levam à falta de participação nas atividades culturais referidas, a maioria dos portugueses apontaram a falta de interesse, os elevados custos (fator comum a Portugal, Grécia e Espanha, países que atravessam uma forte crise económica) e a falta de tempo, como os principais motivos.

Na Europa, também se verificou um recuo do envolvimento dos cidadãos nas actividades culturais. “Estará a Europa a tornar-se um continente menos cultural?”, ainda se questiona a Comissão Europeia!

“Estou preocupada pelo facto de menos cidadãos europeus se envolverem em actividades culturais, seja como intervenientes, produtores ou consumidores”, comenta a comissária europeia para a Educação, Cultura, Multinguismo e Juventude no comunicado da CE. Androulla Vassiliou deixou, na sequência do referido estudo, um alerta para os países visados, sobretudo os que apresentaram piores resultados: “Esta sondagem mostra que os governos precisam de repensar a forma como apoiam a cultura para estimular a participação do público e o potencial da cultura como um motor para a criação de emprego e para o crescimento”.

fotos:  Nir Arieli

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Antonio Laginha

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