Breves — 23 Março 2013
Sergei Filin aparece em público depois de ataque com ácido

Filin declarou-se “cheio de força e fé” e a caminho da “recuperação total” e desdramatizou as muitas especulações que correm sobre o clima de intrigas, rivalidades e ódios que se vive no Bolchoi, e disse que quando estiver em condições voltará para ocupar o seu cargo.
Referiu-se ao bailarino Pavel Dmitrichenko, preso por suspeita de ser o autor do ataque com ácido sulfúrico, dizendo que aquele faz parte do “estreito círculo de pessoas” que poderão estar por detrás do ataque de 17 de Janeiro. Por seu lado, Dmitrichenko já admitiu num tribunal de  Moscovo que “deu luz verde” ao ataque, mas nunca esperou que o executante usasse ácido e provocasse as queimaduras.
Na conferência de imprensa de sexta-feira, Filin não quis comentar a carta assinada por trezentos membrosdo Bolshoi e enviada ao presidente russo, Vladimir Putin, em defesa de Dmitrichenko. O ainda director artístico da conhecida companhia preferiu falar nas “centenas de cartas” que diz receber diariamente dos seus colegas do teatro, desejando-lhe rápidas melhoras. “Consequentemente, espero que quando estiver bem de novo, possa regressar ao teatro e trabalhar com essas pessoas que são profissionais”, acrescentou.
Disse ainda que tem estado sempre em contacto telefónico com o sub-director do Bolshoi, e que não tem qualquer receio de voltar ao trabalho. “Assim que consiga ver… vou regressar e continuar a fazer o mesmo trabalho. Não tenho medo”. Ao seu lado estava Martin Hermel, o oftalmologista que o tem tratado, e que explicou que Filin sofreu danos em ambos os olhos e que foi já submetido a várias operações, relata o The Guardian. O especialista alertou para o facto de o tratamento ser ainda “longo e complexo”, podendo prolongar-se por meses. Para já, o olho esquerdo está a reagir bem, mas o direito sofreu danos mais profundos e o médico não quis avançar com um prognóstico da recuperação da visão nesse olho.
O The New York Times cita também o cirurgião plástico Norbert Pallua, que explicou que o ácido destrui a pele do rosto de Filin e que teve que ser feito um transplante de pele da parte de cima do braço para a cara.

 

 

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Antonio Laginha

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