LÁGRIMAS RUIDOSAS SEM SALADINO
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foto - RUI HORTA retrato na Gulbenkian


 
Na qualidade de “artista associado” do Centro Cultural de Belém para a presente temporada - uma nova fórmula inventada por aquela instituição e que também contempla a famosa pianista Maria João Pires – Rui Horta apresentou “As Lágrimas de Saladino”, em estreia mundial.
Mais do que qualquer outro factor, designadamente o coreográfico, o que salta à vista é uma imensidão de músicos (integrantes da Banda da Sociedade Carlista de Montemor-o-Novo e artistas dirigidos pelo compositor João Lucas) em contraponto com sete jovens bailarinos estrangeiros que começam por debitar texto "decalcado" de "As Cruzadas Vistas Pelos Árabes" de Amin Maalouf em diversas línguas, juntamente com nomes de  ruas, avenidas e largos de Lisboa, e acabam a arfar junto de um microfone.

 
 
WIM VANDEKEYBUS e a COMPANHIA ÚLTIMA VEZ EM PORTUGAL:
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Wim Vandekeybus 2
 
A Companhia Ultima Vez, cujo director e coreógrafo é o belga Wim Vandekeybus, voltou a apresentar-se m Portugal, depois de muitos anos de ausência. Pelo Teatro Municipal de Almada passou "NieuwZwart", a mais recente criação do reputado coreógrafo em Wim Vandekeybus, que depois seguiu para Aveiro e Braga.
Vandekeybus reuniu um grupo de sete intérpretes – três raparigas e quatro rapazes -, e com ele desenvolveu as suas habituais formas de fisicalidade que, segundo a nota de imprensa, foram “inspiradas nas ideias de mudança e evolução que se processam através da destruição e da recusa”.

 
 
ELECTRA: UM SONHO ASSUSTADORAMENTE AUSENTE
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Olga Roriz - electra

Tem por título “Electra” – o nome de uma personagem trágica da mitologia grega – o último solo de Olga Roriz, inscrito nas históricas comemorações, que estão em curso, da implantação da República Portuguesa e estreado no Teatro Camões, no Parque da Nações, em Lisboa.
Apesar disso, tudo leva a crer que, dificilmente, fará história no reportório da coreógrafa-bailarina que já nos tem dado, com maior sucesso, obras de fundo de raiz histórica portuguesa (“Pedro e Inês”) e solos com mais intimidade e consistência e menos aparato (“As Lágrimas de Gulay Cabar”, por exemplo).
De um modo geral, a peça decorre num registo lento em que Olga, por vezes, mais parece uma espectadora da sua própria e variada escolha musical.

 
 
HANARE, O APRECIADO CHEIRO DO CAFÉ
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A avaliar pela maioria dos espectáculos da última temporada e pelos aplausos do público da (reduzida) bancada em cima do palco da Culturgest, no final de “Hanare”, solo de Aldara Bizarro estreado em Guimarães o ano passado, a programação de dança daquela instituição está a ir de mal.. a pior!

 
 
"NORTADA" COM POUCO ÍMPETO
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NORTADA  - OR - Bruno Alexandre Catarina Câmara Sylvia Rijmer e Pedro Santiago Cal


Tem por título “Nortada” o último trabalho de Olga Roriz encomendado por  Viana de Castelo e estreado naquela cidade em Junho de 2009, que só chegou à capital (Teatro Camões) quatro meses depois...
Nada, porém, nos levaria àquela urbe minhota, nem mesmo a bela voz de Amália cantando “Havemos de ir a Viana”, logo no início da peça, que tem por cenário um palco pejado de plantas secas.

Mas também Pina Bausch não “pertenceu” a nenhuma das cidades em que se inspirou para montar tantos e tão variados espectáculos...

 
 
VERA MANTERO RECEBE PRÉMIO GULBENKIAN ARTE 2009
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VERAManteroRETRATOuma misteriosa

 

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) atribuiu, uma vez mais, os Prémios Gulbenkian Arte, Beneficência, Ciência, Educação e ainda o Prémio Internacional Calouste Gulbenkian.

Estas distinções vêm reafirmar a fidelidade ao desígnio de Calouste Sarkis Gulbenkian, que instituiu aquelas quatro áreas como os quatro objectivos estatutários da Fundação. O Prémio Internacional vem ainda recordar as múltiplas dimensões que marcaram a vida e a personalidade do seu fundador.

 
 
O DEPURADO FLAMENCO DE XAVIER BARÓN NA AULA MAGNA
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Javier Barón - 3

O Festival de Flamenco de Lisboa de 2009, para além do guitarrista Jerónimo Maya e da bailarina portuguesa Raquel Oliveira, trouxe à Aula Magna um peso pesado da dança do país vizinho: Javier Barón.
Pela primeira vez em Portugal (e ao contrário de todos os bailarinos da sua geração que já por cá passaram - Cortéz, Canales, Marquéz e Galván), Barón apresentou-se com um espectáculo irrepreensível.
Desde a qualidade da dança de Barón, e de dois jovens bailarinos que lhe servem de apoio, até à produção, passando pelo desenho de luzes, encenação, canto e interpretação musical, tudo teve nota máxima.

 
 
SAJU GEORGE - JESUÍTA COMBINA TEMAS HINDUS COM CATÓLICOS NO MUSEU DO ORIENTE
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 S G 1

O Museu do Oriente e as Festas de Lisboa, por iniciativa do jesuíta português Paulo Duarte, trouxeram um religioso indiano - Saju George – para um recital de dança.
O pequeno auditório daquele museu (quase cheio) recebeu uma proposta algo exótica não só na forma como o conteúdo. Se um homem a dançar um estilo como o Bharata Natyam – dança milenar do Sul da Índia – já não é vulgar, mais curioso é um católico transformar danças que evocam Shiva e outros deuses orientais em louvores a Jesus.

 
 
I CENTENÁRIO DOS BALLETS RUSSES - CONFERÊNCIA NO CENTRO DE DANÇA DE OEIRAS
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BR - primeira temporada 1909 em Paris

APRESENTAÇÃO

Os Ballets Russes de Serge de Diaguilev são considerados a maior companhia de dança clássica de sempre. Ou melhor, a mais carismática e inovadora, já que a do Teatro Maryinsky (de São Petersburgo) de onde vieram muitos dos seus artistas existe desde 1880 até aos nossos dias e o New York City Ballet, cujas traves mestras é o reportório de Balanchine – o último grande coreógrafo a trabalhar para Diaguilev – já tem mais de meio século e um acervo criativo e uma actividade invejáveis.
Faz, neste ano de 2009, um século que os Ballets Russes se apresentaram em Paris, no Teatro do Chatelêt, desde logo, com um sucesso retumbante.

 
 
DIA MUNDIAL DA DANÇA 2009
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Celebra-se, em todo o Mundo, no dia 29 de Abril o Dia Mundial da Dança.

É notório que o nosso país está cada vez mais empenhado numa efeméride que evoca o nascimento de Noverre e em que, desde 1982, a Unesco emite uma mensagem encomendada a uma personalidade de renome internacional.
Este ano essa honra coube ao apreciado bailarino-coreógrafo Akram Khan, nascido em Londres, em 1974 numa família originária do Bangladesh, e que Portugal conhece, particularmente, por dois espectáculos apresentados no CCB, “Zero Degrees” (2005) - em parceria com Sidi Larbi Cherkaoui - e “Bahok”(2008), com a sua própria companhia.

zero degrees- AK e SCFM - AK - Bahok - Hugo_Glendinning[1]