ROMEU e JULIETA no S. CARLOS - UM DOCE CONTO DE NATAL!
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CNB - r + j 2

Não há dúvida que a direcção da Companhia Nacional de Bailado (CNB) não podia ter melhor - e mais inteligente - ideia para a sua programação natalícia deste ano: o bailado “Romeu e Julieta”.
Ainda que numa versão coreográfica das melhores que se conhecem, a do sul-africano John Cranko, este só podia ser o bailado “perfeito” para contar às crianças nesta época a “divertida” história de “Rorro e Juju” no Teatro Nacional de S. Carlos!

 
 
BALLET DE MARSELHA NO CCB – UM TRIO DE PEÇAS ABSTRACTAS
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Ballet Marselha - Herman Schmerman

Sem grande entusiasmo – e possivelmente também sem muita expectativa - Lisboa recebeu o Ballet de Marselha (BM) no Centro Cultural de Belém  com um programa triplo constituído por obras de Fréderic Flamand, William Forsythe e Lucinda Childs.
A proposta marselhesa traduziu-se num conjunto de duas obras “de reportório” – das que costumam rodar por companhias de um certo nível técnico – e uma peça do arquitecto Flamand, director e coreógrafo residente do BM.

 
 
CORRER O FADO: PODE DANÇAR-SE A ALMA?
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Correr o Fado - 2011- QUORUM BALLET 

A última produção do Quórum Ballet (QB) é toda ela fado e movimento, jovialidade, ligeireza e… água!
“Correr o Fado” assume-se como uma rapsódia fadista - fados e guitarradas - com música ao vivo, interpretada por uma cantora em cena e três músicos (a formação clássica do fado) fora do cenário, para além de oito bailarinos, à frente de um enorme painel de quadrados de vidro acrílico suspensos em tiras.
Há anos que um crítico de dança norte-americano, após a apresentação no Joyce Theatre de Nova Iorque da obra de Vasco Wellenkamp, “Dançaramália”, perguntava em título de artigo, “Pode Dançar-se o Fado? Assumindo, naturalmente, tratar-se de uma “canção de alma” e desconhecendo que o fado para além de cantado, outrora, também era “batido”.

 
 
BIOGRAFIA DA VAIDADE: JORGE SALAVISA NA PRIMEIRA PESSOA
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FOTO salavisa - iago

O Jogo do Risco


“Dance first. Think later. It's the natural order.”
― Samuel Beckett

 

 
 
NOITE DE RONDA: CRIAÇÃO DE OLGA RORIZ PARA A CNB
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Na breve história da Companhia Nacional de Bailado (CNB) houve, em tempos, um coreógrafo que se julgava o próprio Balanchine; um outro que, nos seus mais delirantes sonhos, imaginava que era Marius Petipa e um terceiro que muito tentou ser o Kylián português. Para compor o ramalhete, nos anos que correm, só faltava a reincarnação da defunta Bausch. Fenómeno vulgar em todo o Mundo. E assim se completa um quarteto de onde saíram algumas propostas pontuais com interesse mas nunca um verdadeiro corpo de trabalhos que constituísse um acervo de irrepreensível qualidade na companhia e, muito menos, um reportório nacional digno desse nome! Talvez buscando em coreógrafos tão esquecidos como Carlos Trincheiras ou Águeda Sena se encontre um pouco mais de alma portuguesa… e menos de efeito de moda.

 
 
MADALENA VITORINO: “VALE”... MUITO POUCO
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Vale - 1


Quem conhece o percurso de Madalena Vitorino sabe bem que a obra do fim de 2009, “Vale”, é, de longe, a mais profissional e a menos fraca em termos de composição e variedade de material coreográfico que produziu em 20 anos de uma carreira altamente “burocratizada” (coreógrafa por diploma que nunca dançou profissionalmente) e dependente das instituições às quais se foi associando.

 
 
LA RIBOT : LLÁMAME DIVA MADRILEÑA !
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Nas classificações actuais de espectáculos que podem ter dança ou não, para além dos vocábulos “performance” e evento, também se poderiam usar não-dança e anti-dança. Curiosamente, os da madrilena Maria José Ribot - auto-intitulada La Ribot como se de uma diva estabelecida se tratasse – caem mais para a secção do “ad lib-pretencious-non sense”.
A paradoxal sensação de muitos espectadores é, seguramente, passar 64 dos 65 minutos, a duração de “Llámame Mariachi”, a imaginar a reacção dos seus “vizinhos” no epílogo da peça!
Logo o título, que parece desprendido do céu, é tão descabelado como a própria obra que tem duas partes: uma com mais de 20 minutos de um filme amador feito num teatro cheio de cenografia e adereços; e uma segunda, em frente a uma mesa, em que três mulheres (as mesmas que se auto-filmam enquanto correm como doidas) falam e atiram livros para o chão.