SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA : A ETERNA ANEDOTA DAS MOSCAS
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A história das instituições que tutelam a cultura em Portugal desde o 25 de Abril (designadamente uma secretaria de estado a que, posteriormente, se acrescentou um ministério que, no meio de alguma polémica, recentemente foi extinto) está, irremediavelmente, inscrita no anedotário nacional.
É fácil de ver que dava um filme fantástico - em jeito de comédia “felliniana” - com Herman José no protagonista a imitar ministros e ministras e secretários e secretárias de estado a deambular pelos espaçosos salões e corredores do palácio da Ajuda… Um sucesso de bilheteira garantido e sem necessitar de qualquer financiamento do IAC (Instituto do Cinema e do Audiovisual)! 

 
 
PODE A CULTURA VIVER SEM SUBSÍDIOS ?
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No dia passado dia 6 de Julho o popular programa matinal “Fórum TSF” colocou aos seus ouvintes a seguinte questão:
 

Se a Cultura pode viver sem subsídios em Portugal?

E uma das resposta mais engenhosoas foi a seguinte:

 
 
SAEM XAVIER E WELLENKAMP E... ENTRAM
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A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, com o sorriso que anteriormente pertenceu no governo a Teresa Gouveia, afirmou “urbi et orbi” estar “satisfeita com o pedido de demissão do Director-Geral das Artes”, Jorge Barreto Xavier.

 
 
SAI BARRETO XAVIER E ENTRA... O SENHOR QUE SE SEGUE!
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A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, afirmou estar “satisfeita” com o pedido de demissão do Director-Geral das Artes, Jorge Barreto Xavier.

Tendo em conta a sua actividade (e a dos seus antecessores) podendo, basicamente, considera-se deplorável, ninguém, no seu perfeito juízo, irá ficar com pena deste abandono de um barco que mete água por todos os lados. A não ser as habituais viúvas que, nestas situações, sempre choram lágrimas de carpideira, pensando nas benesses e vantagens que, eventualmente, poderão vir a acabar.

 
 
JOGOS MINISTERIAIS
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Quem teve a oportunidade de assistir no centro de Lisboa , numa mesma semana, à já esperada (e assustadora) manifestação dos benfiquistas e a uma bem mais pacífica de muitos católicos para, nas mesmas avenidas, ver passar o Santo Padre, percebeu perfeitamente que o nosso país ainda vive embalado, ou enganado, pelos dois efes de Salazar! Ironicamente, salva-se o fado, um bem cultural em vias de ser proposto, à UNESCO, a candidato a património cultural imaterial da Humanidade.
Quanto a outros aspectos da cultura, em jogo na nossa sociedade, vale a pena subir ao mais alto nível e reflectir sobre as picardias trocadas na imprensa entre uma antiga e a nova ministra da Cultura, sobre a barafunda que vai pelo Teatro Nacional de S. Carlos. É claro que é da ópera que sempre se fala, o que é pena, porque muitos sabem que a dança é sempre a arte mais vilipendiada.

 
 
JOGOS MINESTERIAIS
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Quem teve a oportunidade de assistir no centro de Lisboa , numa mesma semana, à já esperada (e assustadora) manifestação dos benfiquistas e – a uma mais pacífica - dos católicos para, nas mesmas avenidas, ver passar o papa, percebeu perfeitamente que o nosso país ainda vive embalado, ou enganado, com os dois efes de Salazar!

 
 
IDEALISMO PURO
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Luís Moreira, “antigo bailarino da CNB e ex-assistente de Filipe la Féria, vai propor a criação de um Museu da Dança à ministra da Cultura”, assim rezava o título de um recente artigo no jornal “Público”.

Não deixa de ser irónico que no actual contexto, em que até a construção de um novo Museu dos Coches levanta barafunda, alguém, no maior dos idealismos venha alegar que "a dança é um parente pobre das outras Artes (em Portugal) e a mais efémera porque vive do corpo".
Mas se Instituto dos Museus e da Conservação tem um Museu da Música nas caves de um metropolitano (em que pouco ou nada acontece) e os funcionários de muitos outros estão frequentemente em greve, porque não há dinheiro para lhes pagar trabalho em horário extraordinário, como é que se pode pensar que algum ministro vai cativar verbas para um museu da dança ? 

 
 
NOTAS DE VERÃO
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Prémios Gulbenkian 2009

Foram anunciados em Julho os Prémios Gulbenkian do ano de 2009.
Entre os galardoados estão a escola de artes circenses, Chapitô (Prémio Beneficência), e a bailarina-coreógrafa, Vera Mantero.
Independentemente da justiça e pertinência de ambas as distinções - poucos porão em causa o mérito do Chapitô ou o talento de Mantero - ficaria bem à Fundação Calouste Gulbenkian divulgar não só os critérios que presidem às referidas escolhas como a metodologia utilizada.
Depois do “assassinato” do Ballet Gulbenkian, bom seria que tudo o que tivesse a ver com Dança e que saísse daquela importante casa, fosse claro como a água e não desse a impressão que a Fundação, nos últimos tempos, tem vindo a “premiar” os que caíram nas graças deste ou daquele responsável, fazendo parte sempre das habituais capelinhas.

 
 
CELEBRAR O DIA MUNDIAL DA DANÇA ... DANÇANDO!
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Nos finais de Abril, mais precisamente no dia 29 – em que se assinala em todo o Mundo o Dia Mundial da Dança – Portugal assistiu a dois eventos que espelham exemplarmente a pobreza artística e intelectual com que o Ministério da Cultura aborda a efeméride.
A Direcção da Companhia Nacional de Bailado (CNB) disponibilizou o Teatro Camões para uns primeiros (e pseudo “americanizados”) Portugal Dance Awards e a Direcção Geral das Artes (DGA) espalhou, por 199 publicitados locais, uma exposição em papelão com fotografias de dança emprestadas.