SAEM XAVIER E WELLENKAMP E... ENTRAM
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A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, com o sorriso que anteriormente pertenceu no governo a Teresa Gouveia, afirmou “urbi et orbi” estar “satisfeita” com o pedido de demissão do Director-Geral das Artes, Jorge Barreto Xavier.
Tendo em conta a sua actividade (e a dos seus antecessores) podendo, basicamente, considerar-se deplorável, ninguém, no seu perfeito juízo, terá ficado com pena deste abandono de um barco que, há muito, metia água por todos os lados. A não ser as habituais “viúvas” que, nestas situações, sempre choram lágrimas mais secas que as das carpideiras, pensando nas benesses e vantagens que, eventualmente, poderão vir a perder.
O Ministério da Cultura (MC) informou em Julho passado a comunicação social que aceitou "com alegria" a demissão de Jorge Barreto Xavier, antigo vereador da Câmara Municipal de Oeiras – numa das vereações de Isaltino de Morais (PSD) - convidado para o cargo pelo seu amigo José António Pinto Ribeiro (PS).
Muitos acharão que nem devia ter entrado e, depois de ter ajudado a engordar ainda mais o sinistro "polvo" em que a Direcção-Geral das Artes (DGA) se transformou, o seu afastamento parece que só pecou por tardio!  
Mas o mais curioso – e inaceitável - de toda esta cena é que o MC desastradamente esperou que J. B. Xavier saísse, pelo próprio pé, para, depois, dizer mal dele.
Com amigos assim, lá diz o velho ditado, quem é que precisa de inimigos?
Porém, para o referido cargo o (finalmente) expedito MC anunciou que já tinha uma pessoa na calha. E dias depois saiu mais um coelho da cartola "fashion" da Senhora Ministra, um director de um teatro de província, que dá pelo nome de João Aidos. Claro que jornais e revistas – certamente seduzidos pelo gabinete de imprensa do MC - logo se apressaram a mostrar a bondade de tal decisão atirando para o ar um curriculum que, aos verdadeiros artistas (dignos desse nome e com trabalho feito e cabeça para pensar) muito pouco ou nada diz! Possivelmente mais um burocrata entre burocratas...
Veremos, nos próximos tempos, o que irá acontecer pois está para vir o primeiro que tenha a cabeça no lugar e perceba, por exemplo, que metade da população portuguesa -  que não tem a cesso à Internet – está irremediavelmente afastada dos concursos para subsídios; que, para se ter uma ideia do disparate, nenhum ministro da cultura consegue vencer tamanha burocracia e preencher os pesadelos em que os formulários se transformaram – para isso criaram-se empresas; que os jurados se permitem, arrogantemente, insultar artistas com decisões vergonhosas e que os mesmos sejam (finalmente) responsabilizados por elas; que metendo realidades diferentes a concurso num mesmo saco, se dá aos jurados um poder de premiar os amigos e, desonestamente, conseguir justificar decisões muito duvidosas; que, por fim, alguém comece a fiscalizar decentemente os dinheiros públicos deitados à rua com projectos medíocres e inconsequentes que muita gente tem denunciado publicamente, para acabar de vez com essa praga que é a subsídio-dependência. 

 

Mais um desastre na CNB


Da DGA para a Companhia Nacional de Bailado (CNB), cuja direcção tem sido o que se tem visto, diz-se que Jorge Salavisa, que não percebe nada de ópera e muito menos de gestão, desde a sua contestada nomeação para presidente do OPART já está a elaborar a próxima temporada da CNB! 
No Teatro Camões, a Ministra da Cultura nem precisa de rejubilar com pedidos de demissão pois os contratos de director da CNB acabam em Setembro!
Atacado pelo seu habitual autismo e poder discricionário, Salavisa resolveu propor à Ministra Canavilhas e aos bailarinos da CNB – que belo presente de fim de temporada para quem está farto de suar – o nome de Luisa Taveira para substituir um delirante Wellenkamp que, ultimamente, andou a fazer audições para contratar bailarinos para os seus futuros bailados sem imaginar que, uma vez mais, seria chutado por Salavisa que no passado já o impedira de ser director do Ballet Gulbenkian, trazendo uma estrangeira para o seu lugar. Ainda tentou sair airoso de mais esta humilhação afirmando à imprensa que saiu de "livre vontade". E no Pai Natal? Ainda há quem acredite?
Este inusitado regresso a um passado pouco edificante (para Salavisa e Taveira) demonstra o impensável.
Na sua passagem pela direcção da CNB, Salavisa não podia ter feito pior, sobretudo a nível de gestão. E Taveira, que, nomeada por ele lhe sucedeu e esteve uns escassos seis meses na direcção, mostrou tanta falta de conhecimentos e de tacto, que em pouquíssimo tempo conseguiu pôr os seus ex-colegas contra ela. De seguida foi empandeirada pelo próprio Salavisa – até encontrar um belo dum tacho no CCB - para ele meter no lugar um estrangeiro inenarrável. E, uns anos depois, encaixou na direcção da CNB a sua ex-patroa no Conservatório, Ana Caldas. Que, na maior das vergonhas, saiu condenada em tribunal (juntamente com Carlos Vargas, outro protegido do ex-director “bibelot” da Gulbenkian) pelo desaparecimento de vários milhões de Euros (ver relatório online do Tribunal de Contas referente a 2004).
Só por esta pequena “resenha” histórica, digna de um verdadeiro conto italiano da Calábria, se poderá ver o belo futuro que a CNB tem à sua frente!  

Se tudo já andava mal…